Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011
Dia de S. Valentim (14-02-2011)

 

 

Para ti, -  Para todas as mulheres do mundo

 


 

 

Estas rosas que te dou,

São contas do meu rosário,

Quando contigo não estou,

Elas lembram o meu calvário.

 


 

 

No calvário,  há  paixão,

Paixão,  é  amor  ardente,

São  lágrimas no  coração,

Quando tu  estás  ausente.

 


 

Todas as mulheres do mundo,

Que têm coração para amar,

Que tenham, amor sem fundo,

 


 

Para o fim não  encontrar,

E num suspiro  profundo,

Este dia, sempre lembrar.


 

J. Alves



publicado por J. Alves às 01:32
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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
Eleições Presenciais 2011

 

 

 

Que bom as eleições acabar,

Pondo fim  às  discussões,

Houve candidatos com convicções,

Outros para, nas vistas dar.

 

 

O povo tem que se importar,

Com estas vagas diversões,

 Gastam os nossos milhões,

Um recado, vou  mandar.

 

 

Alegre,  porque  inventar,

A vontade  de  governar,

Se és  um  poeta eterno.

 

 

Para  nossa   heresia,

Já temos em  demasia,

Muitos líricos no governo.

 

  João Alves



publicado por J. Alves às 09:21
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
A Cobardia

 

 

Que frustração, vergonha vâ,

Sentir o medo e não lutar,

Bater as asas e não voar.

Entrar em duelo, sem estar lá.

 

A cobardia, que coisa má,

Fica com a gente a matutar,

Voltar a trás, para reparar,

É impossível, isso já não dá.

 

Mas ser valente sem ter razão.

É mais ruim,  é frustação,

É cobardia do propotente.

 

Quem a luta não há cobiçado.

Certamente não sairá magoado,

Qualquer desfecho é-lhe indiferente.

 

 

J. Alves



publicado por J. Alves às 23:30
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Sentimentos Perdidos

Tudo em mim é desgraça, é mutismo.

Desvanecendo os laços da harmonia,

Diluem-se as lágrimas da agonia,

Mexe meu corpo, como abalo sísmico.

 

A verdadeira hipocresia do idealismo,

Branqueada, com o sol da fantasia

Compleição, dos sentidos, que ironia,

Pedaços de vida caídos no abísmo.

 

Extíngue-se os desígníos inalterados,

Na vala comum dos desesperados,

Secaram os rios, parou a vida.

 

Nesta angústia vejo-me entorpecer,

Sem ter desculpas para viver,

Viver sem ideais, é uma vida perdida.

 

J. Alves

 

 

 

 

 



publicado por J. Alves às 23:06
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O sentir do sentir

 

Fecho os olhos para te ver melhor

O teu respirar, é meu alimento,

Encontrar-me em ti, cem por cento

Tirar dos teus lábios o melhor sabor.

 

Ter-te em mim, sentir em meu redor,

Abraços e beijos. O teu consentimento,

Sorrisos por fora, Lágrimas Por Dentro

Gotas de orvalho, são pingos de amor.

 

Todas as migalhas que caem ao chão,

Apanho-as, como penas do coração,

Do purgatório que estou a viver.

 

Tenho a esperança que chegue o dia,

De me dares o céu, minha alegria

Que teus olhos andam a prometer

 

J. Alves



publicado por J. Alves às 22:59
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011
AMIGO

Amigo

 

Amigo que vais, na onda perdida,

Mar lamacento, areias que vão

Diluindo, sem fundo está a questão,

Fitando o olhar, na bóia erguida.

 

Tomada loucura, leva em seguida

Espólio de carne, estranha poção,

Afugentar a morte, não é salvação

Mas sim, o lamento de adiar a vida.

 

Baixo meus ombros, para te levantar

Para que no alto, melhor possas ver,

O rumo, que à tua vida queiras dar.

 

Se a tua sombra, por ironia me deter,

Estendo meus braços para te ajudar,

Para que um dia além, possas morrer.

 

João Alves

17-01-2011



publicado por J. Alves às 00:36
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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010
Cardielos Minha Terra

            Cardielos Minha Terra

 

 

Cardielos, eu bem digo,

Para mim terra tão bela,

Na planície me abrigo,

Vejo o monte, da janela,

 

Estendo os olhos e consigo,

Ver a mais linda aguarela,

O Rio lima, meu amigo,

Caminhando na passarela,

 

S. Silvestre e S. Tiago,

Têm manto estampado,

Com bordados feitos à mão.

 

Cada, moça um sorriso,

No lenço que trazem consigo,

Tem Bordado um coração.

 

 

                Cardielos 29-07-2010

             João Alves



publicado por J. Alves às 08:17
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Quarta-feira, 9 de Junho de 2010
A MANHÃ

 

 


 

A chuva cai dura nas asas do vento,

Espreito a janela, como a criança,

Que espera brinquedo, espera lembrança,

Escrevo ilusões, nas ondas do tempo.

 

Jardim de flores, lindo ornamento,

Suave palpitar, o coração alcança,

Nesta ansiedade, vive a esperança,

Noutra dimensão, está o pensamento.

 

De belas sensações, sou herdado,

O tempo perdido, será apagado,

Más recordações, não entram no rol.

 

Apenas espero com enorme vontade,

Que depressa passe a tempestade,

Que entre na janela, os raios de sol.

 

 

09-06-2010 J. Alves



publicado por J. Alves às 06:12
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
À minha Netinha

Olha o pimpolho a sorrir

Não tira de mim o olhar

Enquanto eu a trabalhar

No computador a bulir.

 

Com os lábios a florir

Parecem querer pedinchar

Um cólon, um aconchegar

O mesmo, eu estou a sentir.

 

Te vejo no monitor,

Pois estou de ti ausente,

És uma  linda flor

 

No jardim sempre presente,

Amanhã, com muito calor

Vou-te abraçar longamente.

 

06-08-2009 João Alves

              

 

 


sinto-me: amo-te muito

publicado por J. Alves às 23:43
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
ABRIGO DE EMOÇÕES
Olho intensamente o tecto do meu quarto,
Ele olha para mim, vigilante e objectivo,
Sem esconder um visionário sentido,
Eu vejo-me, sob um planalto de medo tonto
Rodeado por anjos brancos, com asas depiladas
Pescoços compridos e caras desajeitadas.


A circunstância, pariu um monstro,
Sem corpo, apenas a sombra existe,
Na brancura das paredes, miragem triste,
Expelindo aragem, de bruscos receios,
Nas minhas faces de palidez caiadas,
Sinto o arremesso forte, de duras chapadas.


Tecto, pedra de sepulcro dos meus anseios,
Sob o qual exalo o meu sentir e me apascento,
Num antro gélido por fora, ardente por dentro
Detentor dos meus gritos de brandura apagados
Se raiva eu sentir, em meu peito são,
Que a brancura do meu quarto, se faça escuridão


As lágrimas se transformam em maus agrados,
Pisam os olhos, incendeiam a ira do pranto,
Em lufadas de dor, ausência de encanto,
A mente adormece, a vida cessa de respirar,
Extingue-se os limites da existência,
Na mais errada e acutilante permanência.


Numa prisão, que nada tem para guardar,
A não ser, a neve do meu corpo a derreter,
Gelo, que os meus olhos não podem ver,
Os meus ouvidos, ouvem o grito do arrepio
Do sentir que permanece, jaz congelado,
Dentro de quatro paredes, e um tecto fechado.


Na ilusão dos sonhos apagados, imagens que crio,
Ao longo de horizontes, trazidos pelo vento,
Conseguem dar vida, activando o pensamento,
Fazendo as folhas verdes amadurecer,
Até ao limite que a natureza exerce,
Sobre os frágeis rebentos que ao relento crescem.


Não há nada mais para ver,
Apenas o fastio de um quarto fechado,
Que perde a cor, e fica manchado
Até a noite começar a pintar,
Perdeu a brancura num momento abrupto,
Todas as paredes brancas, ficaram de luto.


Quedo, no epicentro das trevas a matutar,
Escutei o silêncio sem cor, em demasia,
Fiquei com a sensação que tudo ouvia,
Até o suave bater do coração no peito,
E o barulho das emoções nas veias a correr,
A alma salpicada de confusões a escorrer.


Nas entranhas mornas do calado leito,
Aquecem os sonhos, que sobem como balões,
Levam-me as esperanças, deixam-me as ilusões,
Tão conflituosas, abraçam-me a todo o momento,
Sinto-me o mais ausente dos mortais a respirar,
No hospício fechado, em que vai faltando o ar.


Sem esperança, sem ambição, sem tempo,
Para me mostrar o futuro, que um dia há-de vir,
O cheiro nefasto do passado, estou a sentir,
O futuro vai nascer, nesta hora neste instante,
Será aprazível, será detestável, será diferente,
É impossível analisa-lo, ou recreá-lo, no presente.


A tempestade, está mais perto do que distante,
O salva vidas, levar-me-á, à esperança perdida,
A fugir das atormentações, de um abalo suicida,
A olhar o reflexo dosol que nos projecta do céu,
A encarar a manhã, que promete ser radiante,
A sentir no peito rouco, uma felicidade arfante,


Quero olhar o sol, da obscuridade romper o véu,
Quero sentir dentro de mim a necessidade de viver,
Sentir tanto amor, que amor possa transcender,
E que a vontade de dar, não tenha em mim limitação,
Se não estiver na minha sina, esta vontade acalentar.
Serei uma fraude, o destino tem que me perdoar.

J. Alves

sinto-me: A ouvir o ruído das palavras

publicado por J. Alves às 21:08
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